quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Imaginação e Sonhos de Criança

Arthur agora fala sobre os sonhos. Quase todo dia, ele conta o que sonhou. Não sabemos se ele sonhou de verdade ou se é apenas imaginação. Antes, quando ele era menorzinho e acordava chorando no meio da noite, depois de um pesadelo (eu acho), a gente tentava acalmá-lo dizendo que ele tinha sonhado, que não era de verdade, que era só um sonho. Às vezes funcionava, e ele ficava calmo.

Ontem mesmo, ao brincar no quintal, ele parou de repente e disse:

- Mãe, eu tô com medo do meu sonho. Eu sonhei com muitas baratas. Baratas são gostosas para os bichos não é mãe? Não para a gente.

Eu fico pensando: será que ele sonhou isso mesmo??? Ou inventou? Até porque a imaginação dele, ultimamente, tem aumentado mais e mais. Ele cria histórias, situações e conta de uma forma rica em detalhes, mas que a gente tem certeza que é imaginação. Por outras vezes, ele mesmo diz que imaginou. Agorinha mesmo ele chegou aqui na sala com o hotwheels nas mãos e disse:

- Mãe, eu tava imaginando que o meu quarto era uma loja de brinquedos e que eu era um menino sem brinquedos que ia comprar um carrinho. E eu comprei esse aqui, mãe, na minha loja-quarto. Você quer um?

E por aí vai... Outra coisa também que ele tem se preocupado ultimamente é com a pobreza e a riqueza. Eu o chamei para separarmos uns brinquedos dele para darmos a umas crianças carentes. Ele não quis, disse que não era para dar os brinquedos dele, mas expliquei que as crianças eram pobrezinhas, que não tinham com o que brincar e que ele tinha muitos brinquedos. E ele disse:

- Mãe, eu sou rico, não é? Eu tenho tudo o que quero! Eu tenho muitos brinquedos.

Então, expliquei que ele não era rico, mas que também não era pobre, era simplesmente privilegiado por ter brinquedos, uma casa para morar, comida para comer, escola, e uma família muito boa. Expliquei tambpem que ele não tinha tudo que queria, e exemplifiquei com o "helicóptero de controle remoto" que ele vem pedindo há tempos e ainda não ganhou. Ele se conformou, mesmo assim não quis separar os brinquedos para os coleguinhas.

Acho que aos poucos, vou conseguindo fazer com que ele entenda bem a diferença, afinal ele só tem 3 aninhos, né?

3 comentários:

Kell Alves disse...

É como aponta o marcador q vc colocou: fase! Agora ele está vivendo num 'mundo de fantasia' q é só dele por isso imagina tanto e se recusa a dividir.Depois passa né?

Natalia disse...

Que bonito poder acompanhar Arthur no reino de sua imaginacao... Mesmo que isso as vezes possa ser dificil, fala uma coisa: da capacidade de sonhar!
Beijos
Natalia

Kell Alves disse...

Tem um memê para vc lá no 'Para que nunca me esqueça'. Vai buscar...