quarta-feira, 10 de junho de 2009

Paciência!

Daí que meu filhote é super educado, né? Quando quer... Tem dias que dá os "ataquezinhos" no meio da rua, dentro de casa, mas no mais é educado, pede por favor, agradece por tudo, pede licença. Na grande maioria das vezes ele não tem dado trabalho para dormir, para tomar banho e para ficar na escola. Pede para ir "pra caminha", pede o leite e dorme. Às vezes quer ir direto para o bercinho, e lá dorme sozinho, sem qualquer ritual. Não quer dormir na nossa cama, não anda de carro no banco da frente e não senta na frente da moto. Sempre fala que quer ir "atás". Ninguém ensinou isso pra ele. Beija, abraça, cheira, diz que ama a gente. Usa óculos de sol, boné e touquinha tranquilamente. Deixa colocar o descongestionante nasal, toma o xarope e aceita bem os remédios na seringa, na maioria das vezes. Nunca nega um pedaço da comida que ele tem. Toma qualquer tipo de suco, come feijão, tomate, qualquer verdura e carne.
Então, como ficar chateada com uma criança dessa?

Quando ele está tendo os "ataques de nervos" procuro lembrar de como ele é bonzinho, inteligente e educado na maioria das vezes. Peço a Deus muita paciência e vou lá, gastar minhas forças, meu repertório de "adulações", historinhas e músicas. Bater, nunca! No máximo, deixo-o chorando e saio de perto. Tentei dar um banho frio nele mas não resolveu, visto que aqui é muito quente, sempre - até no inverno -, e um banho frio só vem a calhar! Na maioria das vezes os "ataques" dele são pura teimosia. Ele não gosta de ser contrariado [quem gosta?] e, de tão nervoso, quer que a gente adivinhe suas vontades e insatisfações. Quando nós - eu e o pai dele - o ignoramos, ele para de chorar e diz o que quer. Mas confesso que a gente só ignora depois de esgotar as forças.

Fico pensando que existem pais e "pais". Fico com dó das crianças que têm pais hiper, mega impacientes. Talvez essa maneira como agimos não seja o ideal, mas não temos parâmetros. Temos uma certeza: nosso filho não será criado com violência e desprezo, que poderia refletir em seu futuro. Somos pais de primeira viagem, isso é fato! Como diz meu tio, depois que a gente tem um filho, ninguém vem na nossa casa, bater à nossa porta e cobrar satisfações e exigir prestação de contas de como estamos educando ele. A gente faz o que acha certo e, se erramos, foi tentando acertar.

Paciência, com certeza, não tem limite. Principalmente para os pais.
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Imagem, daqui.

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