quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Amiguinhos da Escola

Arthur está numa fase diferente. De repente, ele mudou. As brincadeiras tranquilas de outrora viraram lutas, pega-pegas e guerras de almofadas e travesseiros. Os carinhos dele para conosco agora são mais fortes, mais violentos eu diria. Antes ele abraçava, cheirava... Agora, ele aperta nossas bochechas com força, sobe em nossas costas quando estamos deitados, quer alisar nosso rosto com os próprios pezinhos.

Coisa de menino, imagino eu! Às vezes fico pensando em como as meninas são mais calmas, mais quietinhas, brincam mais tranquilas. Mas depois lembro que a maior parte da inspiração de Arthur para tudo isso atende por um nome de menina: Guigui. Pois é, ele tem uma amiguinha espevitada, que só sabe brincar apertando, correndo, pulando. Ela é um doce de criança, amorosa, divertida, só vive feliz. Ela adora dançar e vive se remexendo. Mas é ativa e esperta demais!

E Arthur é apaixonado por ela. Apaixonado no sentido amigo de ser. A mãe dela me disse que quando Arthur falta à aula, ela chora e não quer ficar na escola. Mas se Arthur está lá, ela dá tchau tranquilamente para a mãe. Dia desses eu fui levá-lo à aula e ela começou a brincar com ele, correndo atrás, fazendo um barulhinho com a boca, do tipo "buuuuu", como se quisesse assutá-lo. A professora reclamou: "Não, amor! Não brinque assim com ele porque vocês vão acabar caindo". Arthur partiu em defesa da colega:

- Não tia! Ela tá só brincando comigo! Não tem "proguema"!

E assim eles passam a manhã na escola, brincando e correndo. E tem mais um amiguinho, o Daniel, que integra o trio parada dura da escola. Quando Arthur chega em casa, pergunto como foi o dia e ele diz:

- Foi ótimo, mãe! Eu brinquei de pega-pega com Guigui e Daniel.

Não gosto nem de pensar na correria, na gritaria e na coitada da professora para dominar esses guris. Na sexta passada, depois de passar a semana sem ir à aula, por causa da queda e dos pontos, levei Arthur para a festinha do Dia dos Professores. Eu não o mandei à escola, já pensando na correria. Então, resolvi ir com ele, para evitar danos maiores. Num minuto, enquanto eu conversava com a professora, escuto o maior choro do mundo. Era Arthur, claro. Havia caído, arranhado o rosto e machucado o queixo, que sangrou no primeiro ponto.

Em casa, ao falar com o pai pelo telefone, ele explicou:

- Pai, os meninos grandes queriam bater em mim, em Guigui e em Daniel. Aí a gente precisou correr, pai!

Resultado: os pontos que iam ser retirados na segunda-feira, precisaram esperar mais um pouco. O papai tentou levá-lo ontem à tarde ao PS, mas o escândalo foi enorme na frente do hospital, tanto que o papai desistiu. Maior, só o trauma que o meu pequeno sofreu lá.

2 comentários:

Ser mãe é viver constantemente feliz! disse...

Oi Val,

Olha, eu quero o endereço pra mandar cartinhas das minhas queridas seguidoras, então vc tá inclusa ok? Depois te mando o meu...

Sobre o post acho que é fase mesmo dessas brincadeiras mais agressivas, depois vai passar. Tbm acho que tem menina que parece menino, rssss, minha afilhada mesmo não é santinha..rsss

Bom, temos que rezar para que eles não fiquem assim agitados né? Realmente as professoras precisam ser valorizadas, imagine 20 pessoinhas assim numa sala...rsss

bjs

Lia disse...

Altas emoções... uma gracinha essas amizades, né?